Rosmaninho

Nome comum: Rosmaninho

Nome científico: Lavandula luisieri

Reino Plantae rosmaninho
Divisão Spermatophyta
Classe Magnoliopsida
Ordem Lamiales
Família Lamiaceae
Género Lavandula
Espécie Lavandula luisieri

Características:

Arbusto vivaz, erecto, ascendente ou prostrado que pode atingir 50 cm de altura. Caule lenhoso; Folhas coriáceas, lineares ou lanceoladas, um pouco enroladas; Flores arroxeadas, tubulares e labiadas, inseridas em brácteas da mesma tonalidade, dispostas em espigas de 2 a 8 cm, tendo no seu topo 3 brácteas tepalóides compridas de cor violeta, lilás ou branco, com cheiro a alfazema.

Habitat:

Lugares secos e charnecas.

Época de Floração:

Fevereiro a Julho.

História:
Esta planta ficou conhecida no final da Idade Média por possuir propriedades medicinais. A partir de 1620 começou a ser levada pelos colonos europeus para a América do Norte como sendo uma planta medicinal.

Usos Tradicionais:

Tratamento de problemas do foro nervoso (insónias, irritabilidade, enxaquecas), da digestão (indigestão, cólicas, gases, distensão abdominal) e de certos tipos de asma (efeito relaxante). Utilizado para condimentar a comida, especialmente carnes. Esta planta é bastante importante no fabrico do mel, visto ser, uma espécie muito melífera. Várias regiões do nosso país são famosas pela produção deste produto, nomeadamente, Mértola que apresenta um mel com sabor e cheiro único e inconfundível. Também devido às suas características é usado na confecção de produtos de higiene e beleza, tais como, perfumes, sabonetes, loções capilares, cremes calmantes e balsâmicos, etc.

Curiosidades:

As suas flores podem ser usadas como insecticidas e rubefacientes. Também se utiliza na religião, como por exemplo, os cristãos na altura da Páscoa costumam fazer tapetes de rosmaninho, alecrim e ramos de loureiro, à entrada da porta para receber a Visita Pascal. Ainda em determinadas regiões é tradição queimar rosmaninho nas fogueiras de S. João e de S. Pedro. Também antigamente era usual as pessoas festejarem o Solstício de Verão à volta de fogueiras, usando na cabeça grinaldas feitas de verbena e rosmaninho, que depois eram atiradas à fogueira ao mesmo tempo que se pedia um desejo.