O Concelho de Elvas

Elvas é um concelho localizado no sul do distrito de Portalegre, limitado pelo distrito de Évora e Espanha, com 630 quilómetros quadrados de área, 25 mil habitantes e 11 Freguesias. Os acessos a Elvas são excelentes, os mais importantes por auto-estrada:
  • Portalegre (60 km)
  • Évora (90 km)
  • Setúbal (175 km)
  • Lisboa (215 km)
  • Coimbra (250 km)
  • Porto (360 km)
  • Badajoz (10 km)
  • Mérida (80 km)
  • Cáceres (100 km)
  • Sevilha (210 km)
  • Madrid (415 km)
  • Barcelona (1050 km)
A Cidade apresenta, assim, uma invejável localização, muito atractiva para a instalação de novas empresas. Ainda que a sua geografia alentejana não engane, o concelho de Elvas tem dois excelentes planos de água, nas barragens do Caia e Alqueva. Por isso, as ocupações náuticas e a pesca são ofertas aliciantes, para além da caça.

A restauração do concelho tem uma lotação de cinco mil pessoas sentadas à mesa, enquanto a hotelaria tem uma capacidade de mil camas. A variada e gostosa gastronomia do Alentejo pode ser encontrada nos restaurantes do concelho, onde a presença de peixe e marisco frescos e de qualidade atraem inúmeros visitantes.

A cidade de Elvas tem inúmeros equipamentos culturais, salientando-se o Coliseu José Rondão Almeida (6500 lugares) e quatro Museus: de Arte Contemporânea, de Arte Sacra, Militar e da Fotografia. A monumentalidade de Elvas é muito valiosa: Aqueduto da Amoreira, Fortes da Graça e de Santa Luzia, Muralhas Seiscentistas, Castelo, Igrejas e património militar edificado são os expoentes de uma visita turística aconselhável.

A história do concelho de Elvas

Os Godos e os Celtas terão sido os primeiros povoadores desta autêntica "cidade-fortaleza", que hoje se estende para além das suas muralhas em forma de estrela.
Às portas de Espanha, distando a apenas 10 quilómetros de Badajoz, Elvas é a mais importante praça-forte da fronteira portuguesa, tendo sido por isso cognominada "Rainha da Fronteira".
Os Romanos deram-lhe o nome Helvas e marcaram a sua presença até ao ano de 714, momento em que se iniciou o domínio Árabe.

Foi no reinado de D. Afonso Henriques, em 1166, que Elvas foi conquistada aos Mouros pela primeira vez, posteriormente foi reconquistada e perdida de novo, sendo integrada definitivamente em território português em 1229, por D. Sancho II. A história de Elvas está ligada à Independência. Em 1336, o Rei de Castela Afonso IX, sogro de D. Afonso IV, cercou Elvas mas não conseguiu tomá-la (Batalha do Salado).

Quando das guerras entre D. Fernando e Castela, a Praça de Elvas teve um papel de relevo. Em 1381, D. João Rei de Castela, concentrou as tropas e cercou Elvas sem resultado. No ano seguinte D. Fernando veio de Lisboa para Elvas reunir-se às tropas aqui concentradas para atacar os castelhanos, mas não chegaram a bater-se. Fez-se a paz e combinou-se o casamento de D. Beatriz, filha de D. Fernando, com D. João I, de Castela. Quando D. Leonor Teresa proclamou, depois da morte de D. Fernando, D. João de Castela Rei de Portugal, Elvas amotinou-se. O povo, com Gil Fernandes (grande patriota elvense) a comandá-lo, assaltou o Castelo, prendeu o alcaide, que era Pedro Álvares, irmão de Nuno Álvares, e pô-lo fora. Gil Fernandes salvou-o de ser morto pelo povo enfurecido.

Depois de aclamado D. João I, o Rei de Castela cercou Elvas, que foi defendida valentemente pelo seu alcaide Gil Fernandes. O cerco durou 25 dias mas os castelhanos tiveram que retirar-se.
Depois da Batalha de Aljubarrota, foi de Elvas que partiu o Condestável para a batalha de Valverde, que ganhou (1385).

Ao perdermos a Independência, no século XVI, o Duque de Alba ocupou a cidade por traição.
O primeiro foral foi-lhe outorgado no mesmo ano, por D. Sancho II e teve um novo foral em 1513, concedido por D. Manuel I de Portugal, que marcou a elevação de Elvas à categoria de cidade. Aqui foi D. João IV proclamado Rei, em 3/12/1640. A seguir foi nomeado Governador da Praça João da Costa (Mestre de Campo).

Em Setembro de 1641 Elvas foi atacada pelo General Monterey, que foi repelido. Da última vez foi o Governador ao seu encontro, extra muralhas, e Moterey teve que se retirar depois de curto combate. Em 1644 novo cerco e ataque a Elvas pelo General Torrecusa, com 15.000 homens e nova heróica e indomável resistência de Elvas.

Mas o maior feito heróico, a que o nome de Elvas está ligado, é à "Batalha de Linhas de Elvas", que teve elevadas consequências morais e materiais para os portugueses, vindos da esplêndida vitória alcançada no dia 14 de Janeiro de 1659. A 14 de Janeiro de 1659, as suas linhas de muralhas e os fortes de Santa Luzia e da Graça tiveram um papel defensivo muito importante no desfecho da Guerra da Restauração, na Batalha das Linhas de Elvas.

O Comandante das poderosas tropas castelhanas era Luís de Haro que investiu contra a Praça de Elvas e a cercou três meses. A guarnição elvense (11.000 homens, reduzidos por numerosas epidemias) resistia sempre aos 14.000 homens, 2.500 cavalos e numerosas artilharias castelhanas.
Logo de início, o Comandante André de Albuquerque, conseguiu passar as linhas castelhanas com outros oficiais e juntou-se ao exército de socorro organizado pelo Conde de Vila-Flor. Era constituído por 8.000 infantes (2.500 regulares), 2.900 cavalos e 7 peças de artilharia. Saíram de Estremoz dia 11 e chegaram frente a Elvas dia 13. Na manhã de 14 o General Castelhano D. João Pacheco que saiu a reconhecer as nossas tropas, pensou que não atacaríamos nesse dia. D. Luís de Haro ordenou ao exército que reforçava a linha fronteira, que fosse para os quartéis. O nevoeiro que existia dissipou-se e o dia apareceu cheio de sol. Os portugueses, que já na véspera se haviam preparado para a batalha, tiveram ordem de atacar. Mil homens escolhidos, na frente, comandados pelo Mestre de Campo, General Diogo Mendes de Figueiredo; 3.000 infantes, 1.200 cavalos comandados pelo Conde de Mesquitela e André de Albuquerque, na vanguarda; e ainda o grosso de tropas, 800 cavalos e artilharia, comandada por Afonso Furtado de Mendonça.

D. Luís de Haro tentou remediar o mal feito, mas as nossas tropas entraram nas suas linhas, conquistaram um fortim e ao fim de algumas horas de luta renhida, tomaram mais dois fortins. Na luta perdeu a vida André de Albuquerque, muitos oficiais e soldados. Os castelhanos foram abatidos com imensas baixas e retiraram em desordem deixando inúmeros despojos.
Também na Guerra da Sucessão Elvas teve, igualmente, um importante papel, pois aqui concentrou o Marquês de Minas as suas tropas para atacar a Espanha, onde tomámos Placência e Alcântara.
Em 1706 e 1711 Elvas foi atacada pelo Marquês de Bay, mas repeliu sempre os ataques com grandes perdas para o inimigo.

Na curta guerra de 1801, os espanhóis cortaram a ligação de Elvas com o exército português e o seu Governador, D. Francisco Xavier de Noronha, foi convidado a render-se. Este respondeu, bravamente, que enquanto houvesse pedra sobre pedra nos baluartes, um soldado que pudesse disparar um tiro e fosse vivo o General Comandante, ninguém falaria em capitular. O inimigo retirou-se.
Entre D. Pedro e D. Miguel, Elvas escolheu ser miguelista (1823-1827).
Em Elvas se fez a paz entre alguns contentores: D. Dinis com o seu irmão D. Afonso, em 1292; D. Fernando com o rei de Castela D. João I, em 1382. Também foram celebrados casamentos ilustres:

  • D. Beatriz, filha de D. Fernando, com D. João de Castela, em 1383;
  • Infante D. João, filho de D. João III, com D. Joana, filha do Imperador Carlos V, 1552;
  • D. Teodósio, Duque de Bragança, com D. Ana de Velasco, em 1603;
  • Do filho destes, D. João (mais tarde D. João IV) com D. Luísa de Gusmão (1633);
  • D. José, Príncipe do Brasil (mais tarde Rei de Portugal) com D. Maria Anna de Bourbom, em 1719.

Potencialidades da região de Elvas

  • Boas acessibilidades rodoviárias (A6)
  • Diversificado património natural e cultural
  • Escola Superior Agrária
  • Estação Nacional de Melhoramento de Plantas
  • Artesanato e gastronomia local
  • Parque industrial de Elvas
  • Proximidade com Espanha e de uma grande cidade (Badajoz)

Actividades económicas da região de Elvas

  • Agricultura
  • Comércio
  • Produção de azeite, azeitona de mesa e pasta de azeitona
  • Restauração
  • Transportes

Gastronomia

Sopas:

  • Sopa da Panela
  • Sopa Gata
  • Sopas de Tomate
  • Açorda
  • Gaspacho

Pratos Principais:

  • Migas com Entrecosto
  • Feijoada
  • Pezinhos de Coentrada
  • Ensopado de Borrego
  • Carne de Porco à Alentejana
  • Escalda de Peixe do Rio

Sobremesa:

  • Sericaia
  • Ameixas D'Elvas
  • Filhós com vinho
  • Azevias
  • Nógados
  • Enxovalhada
  • Biscoitos
  • Borrachos com bagaço
  • Anéis Melados
  • Migas com café
  • Tibornas